quinta-feira, fevereiro 26, 2026
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Hotel Renar: quando voltar é a melhor escolha

Por Pierpaolo Nota

Alguns lugares a gente visita. Outros, a gente escolhe voltar. Esta foi a terceira vez que estive no Hotel Renar, em Fraiburgo — e não por acaso. Voltei porque quis. Porque sabia o que me esperava. Porque certos lugares deixam de ser destino e passam a ser parte da nossa própria história.

Dessa vez, fui com minha namorada. Queria que ela sentisse o que eu já conhecia: aquela combinação rara de paz, acolhimento e beleza natural que o hotel oferece desde a chegada. E, como nas outras vezes, fui recebido com a mesma elegância simples e sincera.

O que mais me emociona no Renar é perceber que ele não depende do fator surpresa. Mesmo sabendo o que encontraria, ainda assim me surpreendi. Ao entrar no quarto e abrir a janela, revivi aquela cena que parece sempre nova: a cidade tranquila lá embaixo, abraçada pelo Lago das Araucárias. A paisagem se abre como a primeira página de um livro especial — daqueles que a gente relê e continua se encantando.

O hotel, com sua arquitetura de inspiração alpina, se ergue em meio ao verde e parece dialogar com o horizonte. Caminhando pelos jardins, novamente senti algo que me marcou desde a primeira visita: cada canto foi pensado para ser bonito e relaxante. No meio do gramado, um espaço de contemplação chama a atenção — um triângulo desenhado no chão, com um banco ao centro. Sentei ali mais uma vez. O vento nas folhas, o silêncio respeitoso da natureza e aquela sensação de conexão profunda continuam intactos.

O empresário Edson Ziolkowski é uma daquelas pessoas que vale conhecer, reflete o aconchego e a paz presentes no Renar – Foto de Carlos Alves

O espírito acolhedor do lugar tem nome: Edson Ziolkowski. Profissional e carismático, ele conduz o hotel com a serenidade de quem entende que hospitalidade vai além de procedimentos. Edson não apenas administra, ele cuida. Já virou amigo. Em poucos minutos de conversas, muitas histórias compartilhadas, ele faz qualquer hóspede se sentir parte da casa. Esse é um diferencial que não se aprende em cursos: é essência.

Entre os ambientes que mais gosto está a sala ampla e diferenciada, pensada para sentar sem pressa. Ali, o tempo desacelera naturalmente. Seja para um chimarrão demorado, um chá da tarde, ou um vinho, o espaço convida à boa conversa — ou ao silêncio confortável.

Há também um recanto perfeito para quem busca leitura e pausa. Um ambiente reservado, acolhedor, ideal para abrir um livro e simplesmente ficar. Em tempos tão acelerados, encontrar um lugar que respeita o silêncio é quase um luxo.

No meio da estadia, fomos para a piscina aquecida. E ali, mais uma vez, senti que o clima combinava exatamente com o momento que eu vivia. As janelas amplas permitem que o jardim participe da experiência, criando uma atmosfera leve, quase meditativa. Não é apenas uma piscina; é um espaço onde o corpo relaxa e a mente acompanha.

O hotel também mantém sua vocação familiar. Uma ala inteira dedicada às crianças mostra organização, cuidado e planejamento. Para quem viaja em família, é a garantia de que todos terão seu espaço de diversão e descanso.

Balanço gigante mais que especial, com vista para o lago e cidade – Foto Pierpaolo Nota

Um dos momentos mais especiais foi, novamente, sentar no balanço gigante com vista para o horizonte. O céu aberto acima, um pedaço do lago ao fundo e o canto dos pássaros completando o cenário. Minha namorada sorriu e eu entendi que tinha feito a escolha certa ao voltar e trazer alguém especial comigo.

À noite, o bar do hotel revelou-se mais uma vez como ponto de encontro e conversa. Não é apenas um bar: é um espaço gostoso para brindar o dia, tomar um drink e aproveitar o clima ameno da serra depois de horas de descanso e contemplação.

Na última noite, a lua cheia apareceu na sacada do quarto como quem fecha um ciclo. Iluminava o lago lá embaixo e parecia confirmar aquilo que eu já sabia: voltar ao Renar nunca é repetição. É reencontro.

Depois da terceira visita, posso dizer com segurança: o Hotel Renar não é apenas um lugar para ficar. É um lugar para viver momentos simples e bonitos, renovar o espírito e recomeçar a semana com mais leveza.

E quando a gente escolhe voltar três vezes, já não é só viagem. É escolha do coração.

 

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